Quem somos nós?

Somos um grupo de alunas do Curso de Especialização Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça (GPPGR), na modalidade à distância, promovido pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o MEC. Criamos esse blog com o objetivo de fomentar as discussões no campo das Políticas de Ações Afirmativas e assim contribuir no processo de elaboração, aplicação, monitoramento e avaliação de projetos e ações que visam a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça/etnia nas Políticas Públicas. Nosso tema é Igualdade de gênero, raça/etnia na educação formal com o sub tema:- Família, hierarquias e a interface público/privado. Integrantes do grupo: Ana Paula Ferreira, Marcia Roziane Zuma e Nilza Nimer Gonçalves.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

HISTÓRICO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS (Módulo IV)



As políticas públicas brasileiras historicamente podem ser caracterizadas por medidas de cunho assistencialistas contra a pobreza, mediante a exigência de alguns movimentos sociais que propunham uma participação mais ativa do Poder Público em relação às questões de nação, gênero, etnia, como também soluções específicas para efetivar a solução de tais questões, como as ações afirmativas.
Para que possamos compreender as implicações que tal medida representa devemos levantar fatos históricos e sociais que estão intrínsecos na conjuntura política para que possamos apreender como tais medidas foram tornando-se possíveis.
O debate entorno desta questão foi balizado à partir de 1968, através do Ministério do Trabalho do Tribunal Superior do Trabalho, na qual os técnicos posicionaram-se a favor da criação de uma lei que exigisse que os empresários destinassem uma parcela mínima de suas vagas de emprego destinadas a trabalhadores de etnia específica (afro-descendentes) no entanto, tal lei não foi efetivada.
Somente mais tarde em 1980 houve a primeira formulação de uma lei nesse âmbito, pretendendo formular políticas de caráter compensatório mediante a questão dos afro-descendentes com a intenção de combater a discriminação. Entre as medidas elaboradas podemos identificar: reserva de 20% de vagas para mulheres negras e 20% para homens negros na seleção de candidatos ao serviço público; bolsas de estudos; incentivos às empresas do setor privado para a eliminação da prática da discriminação racial; bem como introdução da história das civilizações africanas e do africano no Brasil. Porém esse projeto não foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas as mobilizações em torno desta pauta continuaram através de alguns setores do Movimento Negro que insistiam em denunciar o “mito da democracia racial”.
Em 1988 através da abertura política e a implantação da Constituição Federativa, por meio do artigo 37 é estabelecido um percentual dos cargos públicos para os portadores de deficiência, é neste âmbito que começam as primeiras deliberações em torno da política de ações afirmativas. Essas primeiras iniciativas advindas do Poder Público apontaram parcialmente para o reconhecimento de algumas problemáticas como a questões raciais, étnicas, de gênero e em relação aos deficientes físicos, de forma que foi no ano de 1995 adotado nacionalmente a primeira política de cotas correspondendo à reserva de 30% das vagas para as mulheres exercerem atividade em cargo político.
Em meio a essa configuração social foi realizado em 1996 a “Marcha Zumbi” grande manifestação, na qual foi elaborado um documento com suas proposições e seguidamente encaminhado ao Presidente da República. Ainda neste mesmo ano é lançado um Programa Nacional dos Direitos Humanos onde se procurou desenvolver ações afirmativas com o objetivo de promover o acesso aos cursos de graduação e tecnólogos de ponta, como também a elaboração de políticas públicas compensatórias para a comunidade negra.
Nesse contexto foram apresentadas algumas propostas, tais como: bolsas de estudo, o pagamento de indenizações para os descendentes de escravos, o governo deve garantir a presença nas instituições públicas de ensino em todos os níveis, a criação de um Fundo Nacional para o desenvolvimento de tais ações, alteração no processo seletivo de ingresso ao ensino superior, com a criação de ações afirmativas voltadas para determinados grupos étnicos. Os projetos estabelecidos ressaltam exclusividade para questão raciais, étnicas ou sociais. Com relação aos grupos raciais o público alvo são os negros, afro-brasileiros, descendentes de africanos, como também setores socialmente discriminados, como a população indígena, alunos oriundos da instituição pública.
Com relação às proporções dos beneficiados pela lei, não há padrões que determinem o percentual das vagas reservadas, uns definem todo o grupo, racial ou social, outros definem porcentagens específicas para cada grupo.
Algumas das justificativas que salientam para a importância de tais medidas é o fato de que a educação é um instrumento que possibilita a ascensão social, através de dados que demonstram o escasso acesso da população pobre e negra no ensino superior brasileiro. Entram nessa questão razões históricas, como a escravidão, fatores que contribuíram para efetivar as desigualdades que representam uma dívida do Poder Público em relação a esses setores da sociedade.
Referência:
MOEHLECKE, Sabrina. AÇÃO AFIRMATIVA: história e debates no Brasil. Cadernos de Pesquisa, n. 117, novembro/ 2002.

ONU Mulheres e Cepia realizam seminário de lançamento do O Progresso das Mulheres no Brasil 2003-2010

ONU Mulheres e Cepia realizam seminário de lançamento do O Progresso das Mulheres no Brasil 2003-2010


A publicação O Progresso das Mulheres no Brasil 2003-2010 será lançada hoje, 2/4, às 17h, no Rio de Janeiro-RJ. Antes do lançamento, às 15h, haverá um seminário com as autoras do livro. Estarão presentes no evento a representante da ONU Mulheres, Rebecca Tavares; Jacqueline Pitanguy e Leila Barsted, organizadoras do livro e representantes da Cepia; Nilcéa Freire, da Fundação Ford; entre outras autoridades e pesquisadoras dos temas relacionados à gênero no país (confira abaixo a programação). A iniciativa é da ONU Mulheres e Cepia, e conta com o apoio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia e do MDG-F.

“A última edição do Progresso das Mulheres tornou-se referência para a análise de gênero no Brasil, reunindo o melhor do pensamento de estudiosas, militantes e analistas políticas feministas sobre a década anterior. A parceria entre ONU Mulheres e Cepia possibilitou uma atualização do relatório, que traz uma análise das importantes transformações conjunturais que impactaram a vida das mulheres brasileiras entre 2003 e 2010”, afirma Rebecca Tavares, Representante e Diretora Regional da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul.

A publicação traz um apanhado de diversos temas referentes à vida das mulheres brasileiras, como violência, participação política, desenvolvimento econômico, direitos sexuais e reprodutivos, educação, relações raciais e étnicas, entre outros. Demonstra importantes avanços nas políticas públicas, mas aponta os desafios para o enfrentamento às desigualdades de gênero, principalmente a exclusão e a violência que atinge as mulheres de baixa renda, rurais, negras e indígenas.

“O Progresso das Mulheres no Brasil analisa as dimensões dessas formas de exclusão e propõe um leque de políticas públicas e incidência (advocacy) que promovam o empoderamento das mulheres para que transformem seu futuro”, explica Rebecca Tavares.

Clique aqui para fazer download do O Progresso das Mulheres 2003-2010.

Acompanhe a cobertura do Seminário através das nossas Redes Sociais:Facebook:  http://www.facebook.com/generoracaetnia
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Agenda:Seminário de Lançamento do O Progresso das Mulheres no Brasil 2003-2010
Quando: 2/4/12 – às 15h
Onde: Hotel Novo Mundo, Praia do Flamengo, 20. Rio de Janeiro-RJ

Informações:
Assessoria de Comunicação - Anita Campos
Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia
(61) 8175-6315
anita.campos@unwomen.org

Sobre o Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e EtniaA iniciativa do Fundo para o Alcance dos ODM (Objetivos do Milênio) é executada por seis agências do Sistema ONU (ONU Mulheres, UNICEF, UNFPA, OIT, ONU-HABITAT e PNUD) e pelo governo do Brasil, por meio da SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) e da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial). Visa promover a igualdade entre os gêneros, entre mulheres brancas, negras e indígenas e o empoderamento de todas as mulheres.
Website:    http://www.generoracaetnia.org.br

Sobre a ONU Mulheres A ONU Mulheres é a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. Trabalha com as premissas fundamentais de que as mulheres e meninas têm o direito a uma vida livre de discriminação, violência e pobreza, e de que igualdade de gênero é um requisito central para se alcançar o desenvolvimento.
Website:    http://www.unifem.org.br

Sobre a CepiaA Cepia é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, voltada para a execução de projetos que contribuam para a ampliação e efetivação dos direitos humanos e o fortalecimento da cidadania especialmente dos grupos que, na história de nosso país, vêm sendo tradicionalmente excluídos de seu exercício.
Website: http://www.cepia.org.br/

Fonte: http://www.unifem.org.br/ - Acesso em 02/04/2012.

O Progresso das Mulheres no Brasil 2003-2010


Programação do Seminário de lançamento 
O Progresso das Mulheres no Brasil 2003-2010
 Hotel Novo Mundo - Rio de Janeiro02 de abril de 2012

15:00h – Mesa de Abertura
Rebecca Tavares – ONU Mulheres 
Jacqueline Pitanguy – CEPIA
 Leila Linhares Barsted – CEPIA

15:30h - Mesa 1
Trabalho Renda e Políticas Sociais 
Arlene Ricoldi – Pesquisadora da Fundação Carlos Chagas
Trabalhadoras Domésticas
 Hildete Pereira de Mello – Professora da Universidade Federal Fluminense
Mulher e Poder 
Nilcea Freire – Ex Ministra da SPM e representante da Fundação Ford no Brasil
Saúde Feminina, Sexualidade e Direitos Reprodutivos 
Miriam Ventura – Professora do IESC da Universidade Federal do Rio de Janeiro
O Conceito de Gênero
 Sonia Corrêa – Co- coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política
Direitos Humanos, Civis e Políticos 
Flávia Piovesan – Procuradora do Estado de São Paulo e Professora da PUC/SP

16: 10h - Mesa 2
A Cidade e a Mulher 
Ana Izabel Pelegrino – Professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Mulheres Rurais e Políticas Sociais 
Cristina Buarque – Secretária da Mulher do Governo de Pernambuco
O Enfrentamento da Violência
 Leila Linhares Barsted – Coordenadora da CEPIA
Relações Raciais e Étnicas
 Joselina da Silva – Professora da Universidade Federal do Ceará
As Mulheres Indígenas 
Ângela Sacchi – Fundação Nacional do Índio
Advocacy e Direitos Humanos 
Jacqueline Pitanguy – Coordenadora da CEPIA

17:00h – Lançamento

Igualdade de Gênero e Desenvolvimento: uma via de mão dupla?


Todo ano, o Banco Mundial publica um Relatório Sobre o Desenvolvimento Mundial. Pela primeira vez, em 2012 o foco desse relatório é igualdade de gênero e desenvolvimento. Nele, o Banco reconhece uma realidade com a qual a ONU Mulheres já vem trabalhando há tempos: igualdade de gênero é premissa fundamental e ferramenta de desenvolvimento. Nas últimas décadas, as mulheres avançaram muito na escolaridade, ultrapassando os homens em alguns países; sua expectativa de vida cresceu e sua participação na força de trabalho remunerada explodiu. Atualmente, as mulheres representam 40% da força de trabalho global. No Brasil, sua participação cresceu 22% nos últimos trinta anos, em grande parte devido à sua melhor educação.
O Banco Mundial ressalta que, no mundo todo, o desenvolvimento auxilia na promoção da igualdade de gênero, mas não é suficiente para obter igualdade. O aumento da escolaridade das mulheres se relaciona com crescimento econômico, e a partir das demandas do mercado de trabalho, as mulheres são estimuladas a aumentar seu nível educacional. Como resultado, passam a receber salários maiores. Mas, apesar dos avanços, a maioria das mulheres segue confinada em setores periféricos da economia e em posições mal remuneradas. E continuam a receber salários menores em comparação com homens na mesma posição.
No mundo todo, 35 milhões de meninas ainda estão impedidas de freqüentar a escola; as mulheres recebem oitenta centavos por dólar pago aos homens, em média; e meio bilhão de mulheres sofre violência por parte de homens do seu círculo social. Por outro lado, enquanto no mundo todo as mulheres estão mais escolarizadas e participam mais na força de trabalho remunerada, elas ainda estão fora dos espaços de decisão. Já sabemos que quando há mais mulheres nesses lugares, as políticas de inclusão e crescimento são direcionadas mais equitativamente para as mulheres, especialmente chefes de família. De acordo com o Banco Mundial, menos de 20% dos parlamentares no mundo são mulheres, não havendo distinção entre países desenvolvidos ou em desenvolvimento. No Brasil, somente 11,8% dos parlamentares são mulheres. Essas desigualdades não são apenas injustas, mas também encerram um dado econômico. Ao não investir na igualdade para as mulheres, os estados estão desperdiçando os talentos de metade da população e perdendo a chance de aumentar o crescimento econômico.
Talvez a contribuição mais importante desse Relatório seja a confirmação, com dados e evidências, daquilo que os economistas propuseram há algum tempo: que a igualdade de gênero não é apenas uma questão de justiça social, mas tem também efeitos econômicos positivos. Com base em dados de vários países, a conclusão é que a simples eliminação de barreiras discriminatórias contra as mulheres em certos setores e ocupações pode levar, por si só, a um aumento de 25% na produtividade, sem necessidade de qualquer novo investimento.
A ONU Mulheres trabalha pela eliminação das desigualdades de gênero como essencial para o desenvolvimento. No Brasil, estamos realizando um estudo que ajudará a estimar o impacto da produção feminina no crescimento do PIB brasileiro. Esperamos, com isto, ampliar o espaço para discussão sobre o efeito multiplicador que a igualdade de gênero produz em termos de promoção do desenvolvimento em que todos ganham, o país gera mais riqueza e essa riqueza é melhor distribuída, levando a um desenvolvimento inclusivo e sustentável.
O Banco Mundial reconhece um padrão de mão dupla nos efeitos da igualdade de gênero sobre o desenvolvimento, no qual a igualdade de gênero contribui para o desenvolvimento econômico e vice-versa. O ritmo extraordinariamente rápido das mudanças nas normas sociais está associado com os retornos econômicos para as mulheres da escolarização e da sua entrada na força de trabalho. Ainda que se confirme uma correlação positiva, fatores causais precisam ser mais bem compreendidos. Uma teoria indica que, com o desenvolvimento, as instituições se fortalecem, o que, por sua vez, promove o acesso das mulheres e meninas aos direitos e oportunidades. No entanto, apesar das várias análises multifatoriais disponíveis, ainda são necessários dados mais abrangentes.
Na ONU Mulheres, já constatamos, e o relatório do Banco Mundial o confirma, que o desenvolvimento econômico não é suficiente para se chegar à igualdade de gênero plena.  Esta requer diretrizes específicas, e é por isto que muitos governos estabeleceram políticas de incentivo à candidatura de mulheres aos cargos executivos e à destinação de benefícios para a redução da pobreza diretamente às mulheres, pois está provado que assim eles são diretamente repassados às suas famílias. Os programas governamentais são mais eficazes quando visam às mulheres, o que prova que a igualdade não é apenas uma questão de justiça, mas também uma política de desenvolvimento inteligente.

Rebecca Tavares
Diretora, ONU Mulheres, Brasil e Cone Sul
 Fonte: http://www.unifem.org.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=160918 - Acesso em 30/03/2012.

Referências estudadas no Módulo IV


ESTADO E SOCIEDADE

FERREIRINHA, Isabella Maria Nunes  and  RAITZ, Tânia Regina. As relações de poder em Michel Foucault: reflexões teóricas. Rev. Adm. Pública [online]. 2010, vol.44, n.2, pp. 367-383.
PINHO, José Antonio Gomes de. Investigando portais de governo eletrônico de estados no Brasil: muita tecnologia, pouca democracia. Rev. Adm. Pública [online]. 2008, vol.42, n.3, pp. 471-493.
FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 382 p.
   
ESTADO SOCIEDADE E CIDADANIA 

DUARTE, Newton. Limites e contradições da cidadania na sociedade capitalista. Pro-Posições[online]. 2010, vol.21, n.1, pp. 75-87.
OLIVEIRA, Ana Maria Caldeira  and  DALLARI, Sueli Gandolfi. Vigilância sanitária, participação social e cidadania. Saude soc. [online]. 2011, vol.20, n.3, pp. 617-624
PINHEIRO, Roseni. Apresentação - democracia e saúde: sociedade civil, cidadania e cultura política. Physis [online]. 2004, vol.14, n.1, pp. 11-14
ROCHA, Marisa Perrone Campos. A questão cidadania na sociedade da informação. Ci. Inf.[online]. 2000, vol.29, n.1, pp. 40-45.
SCHERER-WARREN, Ilse. Os argonautas da cidadania: a sociedade civil na globalização. Rev. bras. Ci. Soc. [online]. 2002, vol.17, n.48, pp. 205-209.
GALLO, Sílvio  and  ASPIS, Renata Lima. Ensino de filosofia e cidadania nas ''sociedades de controle'': resistência e linhas de fuga. Pro-Posições [online]. 2010, vol.21, n.1, pp. 89-105. 
PEREIRA, Graziela Raupp  and  BAHIA, Alexandre Gustavo Melo Franco. Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia na escola: desafios à construção de um ambiente de aprendizado livre, plural e democrático. Educ. rev. [online]. 2011, n.39, pp. 51-71
VIEIRA, Camila Mugnai  and  BARROS, Mari Nilza Ferrari de. Cidadania: entre o compromisso e a indiferença: desvendando as representações sociais de universitários. Psicol. estud.[online]. 2008, vol.13, n.3, pp. 513-522
Barros, M. N. F. de, (2001). Cidadania, Alteridade e exclusão social. [Palestra]. Trabalho apresentado no II Ciclo de Estudos sobre Atualizações no Behaviorismo Radical, Londrina, Paraná 
abiochamon.blogspot.com/.../aula-14-o-direito-como-instrumento-d...

Sítios pesquisados:  
 
jus.com.br/revista/texto/4613/estado-democratico-de-direito-social