Quem somos nós?

Somos um grupo de alunas do Curso de Especialização Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça (GPPGR), na modalidade à distância, promovido pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o MEC. Criamos esse blog com o objetivo de fomentar as discussões no campo das Políticas de Ações Afirmativas e assim contribuir no processo de elaboração, aplicação, monitoramento e avaliação de projetos e ações que visam a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça/etnia nas Políticas Públicas. Nosso tema é Igualdade de gênero, raça/etnia na educação formal com o sub tema:- Família, hierarquias e a interface público/privado. Integrantes do grupo: Ana Paula Ferreira, Marcia Roziane Zuma e Nilza Nimer Gonçalves.

domingo, 9 de outubro de 2011

Economia do município de Aracruz -ES

Demografia
De acordo com a estimativa populacional do IBGE para 2009, Aracruz tem 86.658 habitantes, ocupando o posto de 10º município mais populoso do estado.

Evolução demográfica da cidade de Aracruz

A base produtiva era essencialmente rural, se destacando a pecuária, o café e a pesca. Nesse período, a população girava em torno de 12.000 habitantes e o Município era uma amostra fiel das características dos demais municípios do interior do Espírito Santo.
Atualmente, Aracruz é muito procurado pelos turistas por causa de suas belas praias e belezas naturais. Com economia emergente, devido ao seu ponto estratégico, e sua logística tem suas relações comerciais. Possuindo uma grande quantidade de indústrias abastecendo a sua economia, e possui até um porto que foi feito principalmente para o transporte do produto (celulose).

Setor primário

Antes da indústria chegar no município a economia era simples, e as pessoas que moravam em comunidades litorâneas os influenciavam à pesca. A pesca era a principal fonte de renda dessas comunidades. Mas ela ultimamente, vem perdendo importância.
Em dezembro de 2008 o pescador recebeu um apoio importante para garantir renda constante (a pesca está proibida na região).
O Centro Vocacional Tecnológico (CVT), com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, fechou um acordo com a prefeitura da cidade e irá formar mão-de-obra especializada em recursos hídricos para tornar a pesca rudimentar em atividade sustentável. Sendo assim os pescadores artesanais irão aprender a manter o recurso do qual retiram o sustento de forma renovável, sem extrair excessivamente da natureza.

Setor secundário

A partir da instalação da antiga Aracruz Celulose, que devido aos problemas financeiros ocasionados com a crise econômica de 2009, se reestruturou financeiramente com outras empresas, assim hoje, chamando-se FIBRIA, ocorre uma transformação sócio-econômica da região, dando início ao segundo ciclo que culminou com o desenvolvimento dos setores de indústria, comércio e serviços, a população de aproximadamente 75.000 habitantes passou a ser predominantemente urbana, com um Produto Interno Bruto de R$ 2.377 bilhões e uma renda per capita/ano de 32 mil reais por habitante.
Como exemplos desta nova realidade, destacam-se:
  • A importância estratégica do Município para a logística e a matriz energética brasileira, considerando as possibilidades de distribuição de biodiesel e etanol calculadas pelo Governo Federal;
  • A modernização e diversificação do Porto de Barra do Riacho, incluindo os investimentos da Transpetro para implantação do terminal de beneficiamento e transporte do Gás Liquefeito de Petróleo – GLP, e as possibilidades de movimentação de granéis líquidos e carga geral em contêineres;
  • A duplicação do terminal portuário especializado em celulose e madeira “Projeto Portocel 2”;
  • Os grandes investimentos em petróleo, gás e derivados, pela Petrobras;
  • Os novos empreendimentos relacionados à logística e operações portuárias;
  • A instalação de novos fornecedores de produtos e serviços para estes grandes projetos, integrando e diversificando as Cadeias Produtivas Locais;
  • A instalação de empreendimento de beneficiamento de celulose;
  • A previsão de vultosos investimentos públicos em transportes com a construção de novas malhas viárias: rodovias, ferrovias e marítimas.
Recentemente, a Petrobras descobriu reservas de petróleo no município, e isso contribuiu com que as reservas de petróleo do estado do Espírito Santo ficasse em segundo lugar do país, atrás somente do Rio de Janeiro.
Gasodutos:
  1. São Mateus/Vitória, que atravessa a orla de Aracruz tangenciando a zona portuária e o Centro Empresarial de Vila do Riacho; e
  2. Cacimbas-Porto, ligando as plataformas do Norte do Estado ao Porto de Barra do Riacho, objetivando a exportação do gás capixaba.

Setor terciário

O ministério do turismo vem aumentando os investimentos nos pontos turísticos da cidade.

Um pouco sobre a história do município de Aracruz

A cidade 
A história do Município de Aracruz pode ser dividida em seis períodos: primitivismo, colonialismo, neocolonialismo, nacionalismo desenvolvimentista, modernização dependente e globalização subordinada.
Segundo os arqueólogos, a ocupação do território do atual Município de Aracruz começou durante a pré-história brasileira, ainda no período primitivo (pré-história – 1.500), há uns 3.200 a.C. (antes de Cristo), ou 5.200 a.P. (antes do Presente), cujos vestígios arqueológicos são os sambaquis, amontoados de conchas de ostras e outros mariscos, encontrados principalmente ao longo dos rios Piraquê-açú, Riacho e Comboios, depositado pelos povos caçadores, pescadores ou coletores de alimentos na natureza, que costumavam escavar e fazer moradias.

Bem mais tarde, por volta do ano 500 da era cristã em diante, enquanto o Império Romano era destruído pelos bárbaros em 475 d.C., conviviam em períodos próximos no território capixaba, possivelmente três tradições culturais indígenas, nomeadas pelos especialistas (arqueólogos, antropólogos e historiadores) como: 1) 500-1.500 – Tradição Tupi-Guarani: Ex: Tupinambá – Tupinikim; 2) 800-1800 – Tradição Aratu: Ex: Pataxó;   3) 1.000-1.600 – Tradição Uma, Ex:  Puri e Coroado.
Aracruz hoje orgulha-se de ter encontrado, no Distrito de Santa Cruz, duas urnas funerárias, de cerâmica, com 600-800 anos de idade, dentro das quais os índios da Tradição Aratu depositavam seus mortos de cócoras, antes de seus corpos endurecerem e serem enterrados. Restauradas por arqueólogos, estão sob a guarda da Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer, e em exposição permanente, no saguão do Teatro Municipal.
No período colonial (1500-1810), quando a região era habitada pelos índios Goitacaz, extintos no século XVII, portugueses e índios temiminós, de Niterói, derrotados por uma aliança entre invasores franceses e tamoios do Rio de Janeiro, são transferidos pelo Governador-Geral Duarte da Costa para o Espírito Santo, sendo alojados na margem direita-sul da foz do rio Piraquê-açú, hoje vila de Santa Cruz, onde fundaram um pequeno aldeamento em 1556, chefiados pelo cacique temiminó Maracajaguaçu e pelo padre jesuíta Brás Lourenço, auxiliado por dois noviços, Diogo Jácome e Fabiano Lucena.
O lugarejo criado recebeu o nome de Aldeia Nova, com o objetivo de ocupar a costa do pau-brasil (Rio Grande do Norte a Cabo Frio), conquistar a terra e evangelizar os índios da região. Entretanto, Aldeia Nova teve desenvolvimento lento por causa da grande quantidade de formigas “cabeçudas”, que destruíam as lavouras, o que levou os padres a fundar outra aldeia em 1557, em Campos do Riacho, que também cresceu lentamente.
Anos depois, em 1580, início do domínio espanhol (1580-1640), os jesuítas transferiram os índios, já aldeados, para o núcleo que fundaram em Nova Almeida, o qual chamaram Aldeia Nova dos Santos Reis Magos, ficando a Aldeia de Santa Cruz com o nome de Aldeia Velha, pertencente ao futuro Município de Santos Reis Magos, que mais tarde passou a se chamar Nova Almeida.
Em 1595, o Padre Domingos Garcia mandou ao sertão dois principais índios Tupinikim, Arco Grande e um outro, convertidos e respectivamente rebatizados com os nomes de Miguel de Azeredo e Inácio de Azevedo, para trazer seus parentes que fugiram ao massacre do novo Governador Mem de Sá, de 1560, do sul da Bahia ao norte do rio Cricaré, atravessando e se embrenhando nas matas do rio Doce, em direção a Minas Gerais, onde foram encontrados e trazidos para a aldeia de Reis Magos, caminhando 400 léguas.
Quinze anos depois, já em 1610, o Padre João Martins conseguiu a doação de uma sesmaria aos indígenas de 2.160 km2 (ou sejam 72 km de sul a norte por 30 km no sentido leste-oeste, do mar para dentro), de Jacaraípe a Linhares, pelo Governador da Capitania, possivelmente Miguel de Azeredo, que substituía D. Luiza Grinalda, donatária, viúva deste 1588 do filho do donatário Vasco Fernandes Coutinho, com o mesmo nome, de quem era Capitão de Ordenanças.
Abandonada por 110 anos, desde 1580, Aldeia Velha foi repovoada em 1790, por 30 casais portugueses, trazidos pelo Capitão Mongeardino, os quais se espalharam para o norte, chegando ao vale do rio Riacho onde, em 1800, fundaram na foz desse rio, o Quartel do Riacho, contra a presença dos índios Botocudo, dando origem ao povoado de Barra do Riacho.
No período neocolonial (1810-1930), já em 1815, foi fundado o Quartel de Comboios e, após a Independência do Brasil, já em 1828, a Intendência de Campos do Riacho, hoje Vila do Riacho. Em 1836, é construído o frontispício da Igreja Católica de Santa Cruz., e em 16 de dezembro de 1837, a Lei Provincial nº 5 eleva Aldeia Velha à condição de Distrito e Vila do Município de Reis Magos, com sede onde hoje é Nova Almeida. Em 1840, é criada a primeira escola oficial para meninos. A emancipação política do Distrito ocorreu em 03 de abril 1848, tornando-se o Município de Santa Cruz. Viajantes franceses e alemães visitaram o novo município e relataram suas memórias das viagens.
O progresso do lugar atraiu, em 1851, o imigrante italiano Pietro Tabacchi (depois, empreendedor e comerciante local, proprietário da Fazenda das Palmas) e a visita do Imperador D. Pedro II, em 1860. Em 1864, foi construída a 1ª Igreja Católica de Vila do Riacho.
Após várias negociações, Tabacchi obteve do Imperador, em 1873, permissão para trazer 70 famílias do Tirol (Itália), para trabalharem em sua Colônia “Nova Trento”, nos limites do município vizinho de Fundão, seis horas de viagem a pé. Chegaram 386 tiroleses em Vitória, em 24-02-1874, a bordo do brigue-barco “Sofia”. Após dez dias de quarentena, foram trazidos para Santa Cruz, a bordo do patacho “N. S. da Penha”. Essa foi a primeira imigração italiana para o Brasil. Santa Cruz já havia se tornado o berço das imigrações portuguesa e africana.
Houve um desentendimento entre Tabacchi e os imigrantes, e após rebelarem-se, espalharam-se pelo centro-norte-sul do Espírito Santo, criando várias cidades e municípios. Em 1875, uma segunda leva de imigrantes chegou no navio “Rivadávia”, mas foi com a terceira leva, chegada no navio “Columbia”, em 1877, que o Presidente da Província, Abreu Lima, fundou no sertão, o Núcleo Colonial “Santa Cruz”, para italianos, para o qual nomeou o General Aristides Guaraná como Diretor.
Ibiraçu 
O núcleo mudou de nome várias vezes até tornar-se Ibiraçu, de onde os italianos se espalham para o norte do município de Aracruz, com a construção da linha telegráfica Vitória-Linhares. O progresso continuou e, em 1891, Riacho e Ibiraçu se emancipam de Santa Cruz. Ribeirão (Guaraná), povoado do Distrito de Riacho, torna-se também distrito em 1911.
No período nacional-desenvolvimentista (1930-64), o município de Santa Cruz definhou na periferia da capital Vitória. Em 1930, é construída a Iº Igreja Católica, em Barra do Riacho. Para evitar a falência do município de Santa Cruz, o então Município de Riacho, com seu distrito Ribeirão, retornam ao município-mãe em 1931, após 40 anos de separação.
Em 1940, Armando Lobo, filho do Prof. Antônio da Rocha Lobo, completa em 30-07-1940 a doação de mais 20 hectares, somando-os aos 30 já concedidos por seu pai em 1912, constituindo-se no patrimônio de Barra do Riacho. Em 1942, foi construída a primeira Igreja Batista de Barra do Sahy, que originou outras igrejas mais tarde. Em 1944, a Companhia Ferro e Aço, de Vitória (COFAVI) recebe concessão do Governo Estadual e desmata de Aracruz a Barra do Riacho. Em 1963, vai à falência e os lenhadores e carvoeiros, por falta de indenizações, tornam-se posseiros de “seus” terrenos.
Em 1943, pelo Decreto-lei Estadual nº 15.177, a cidade, o distrito e o município de Santa Cruz, passaram a chamar-se Aracruz, que significa “pedra do altar da cruz”. Cinco anos depois, em 1948, a Resolução nº 1, da Câmara Municipal decidiu a transferência da sede do município para o povoado de Sauaçu, mas, devido à resistência dos moradores de Santa Cruz, a transferência ocorreu de fato em 1950, tendo o Prefeito Luís Theodoro Musso surpreendido a todos de madrugada, comandando em bando de cavaleiros armados, os quais carregaram os documentos municipais, episódio conhecido como “o roubo da Sede”.
Em 1957, foi criado o Ginásio Sauaçu, baluarte do ensino que deu origem à atual FACHA. O progresso das serrarias e desmatadores, fez circular dinheiro, comércio e empregos na nova cidade de Aracruz, para onde veio o Banestes em 1962.
No período da modernização dependente (1964-1990) o município sofreu os vários impactos da vinda da Aracruz Florestal, e melhoramentos ocorreram na cidade como: Fundação do Hospital São Camilo, a construção da COHAB – Vila Rica, a nova Prefeitura e outros. Em 1972, nasce a Aracruz Celulose e é feita a sagração da Igreja Católica Matriz.
Em 1973, incentivado pelos Tupinikim Alexandre Sizenando e Benedito Joaquim, que reclamavam da perda de sua identidade cultural, o índio Juruna Itatuitim, Delegado da FUNAI, faz o reconhecimento dos remanescentes Tupinikim de Caieiras Velhas, Irajá, Pau-Brasil e Comboios e, assim, começa a luta pela demarcação das terras, que vai durar 25 anos até à solução definitiva. Em 1976, o jovem José Sizenando, de apenas 17 anos, é eleito cacique da principal aldeia Tupinikim, Caieiras Velhas, e inicia a luta em 1979.  De 1975-78, foi feita a montagem da primeira fábrica da Aracruz Celulose e, em 1978, começa o funcionamento da fábrica, produzindo e exportando polpa branqueada de celulose para o mercado internacional.
Em 1980, os moradores de Barra do Riacho fundaram sua associação comunitária, a ACBR. Em 1983, foi criado o distrito de Jacupemba e, em 1985, surge o movimento de emancipação da Orla de Aracruz. Para evitar a separação, o Prefeito Heraldo Musso anexa, em 1990, a área da fábrica ao distrito da Sede, abortando o distrito de Barra do Riacho, já aprovado pela Câmara Municipal de Aracruz, e que tramitava na Assembléia Legislativa do Espírito Santo, faltando apenas sua homologação pelos deputados. Tal projeto de emancipação distrital fora atropelado pelo processo de emancipação, de 1985, que tinha prioridade.
Em 1985, foi realizado o Iº Encontro Indígena do Espírito Santo, em Barra do Riacho, pelo Prof. José Maria Coutinho, presidente da ACBR, dando início à revitalização cultural dos Tupinikim e Guarani, com mais dois encontros em 1989 e 1990, onde, várias organizações não-governamentais vieram prestar serviços aos indígenas.
No período da globalização subordinada (1990 – hoje), o Município de Aracruz viu a Aracruz Celulose ser duplicada, construindo mais duas fábricas (B e C) e expandindo sua importância, conquistando ainda mais o mercado internacional.  Também vieram para o município a Canexus e a Degussa / Bragussa e outras empresas, também localizadas em Barra do Riacho.

Fonte: http://www.pma.es.gov.br/conteudo/a-cidade/ acesso em 09/10/2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Proposta de Plano de ação no município de Aracruz

Título: A LEI 10.639/2003 E OS REFLEXOS DE SUA INSERÇÃO NAS ESCOLAS DE ARACRUZ - ES
Dentre os planos de ação apresentado, o Grupo entendeu ser necessário abordar a Lei 10639, de 09 de janeiro de 2003 que alterou a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.
O estudo dessa Lei é necessário para entender o quanto é importante o resgate histórico da contribuição do negro no Brasil. Também é necessário mostrar para as novas gerações as dificuldades da citada raça em tempos passados e as consequências dessas dificuldades na atualidade.
Objetivo Geral da ação:
Pretende-se verificar como ocorreu a inserção da Lei 10.639/2003 nas escolas de Aracruz – ES, as dificuldades enfrentadas, as soluções apresentadas e os resultados obtidos.
Justificativa:
Conforme dados constantes no IBGE, a raça negra, juntamente com os pardos, forma a maioria da população brasileira. Laurentino Gomes, em seu livro 1808, relata que durante o período em que a Corte Portuguesa foi transferida para o Brasil, a quantidade de negros existente no Brasil, já era bem maior do que os brancos.
O Município de Aracruz, da mesma forma que os demais municípios brasileiros têm população negra e por isso tem necessidade de conhecer sua história e suas tradições, bem como propor soluções para amenizar a desigualdade social existente.
Portanto saber como os professores receberam a criação da Lei n.º 10.639/2003 é de suma importância para desenvolver políticas públicas voltadas para a população negra.
Descrição da ação:
A presente pesquisa será realizada com os professores das escolas de ensino fundamental do município de Aracruz, a partir da implementação da Lei em comento. Para isso serão usados questionários com perguntas fechadas, bem como serão feitas algumas entrevistas. Em seguida serão tabulados e analisados os dados colhidos. Posteriormente, com base nas informações obtidas, será (ão) proposta (s) ação (ões) afirmativa (s) no que tange ao acesso à educação formal dos (as) negros (as) do município de Aracruz, como foco na Lei 10.639/2003.
Cronograma  
Para planejamento: Out/2011 a Dez/2011
Para execução: Jan/2012 a Abr/2012

População beneficiada
Alunos (as) e professores (as) do ensino fundamental do município de Aracruz - ES.

Referências:
BRASIL. Lei n.º 10.639, de 09 de janeiro de 2003: Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 05 out 2011.
Gomes, Laurentino. 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. 1º ed. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil.

Alguns conceitos do Módulo II - Políticas Públicas e Gênero

A unidade 3 do Módulo II abordou a questão das transformações econômico-sociais e demográficas ocorridas no século XX e início do século XXI, bem como, sua projeção para as décadas futuras.
Essas transformações foram e são acompanhadas pela desigualdade das relações entre gênero e raça, mas importa destacar que mesmo de maneira sutil, houve avanços nesse campo possibilitando-se vislumbrar um panorama menos segregacional no futuro.
Em um panorama geral as desigualdades entre gênero refletem-se na economia, embora as mulheres sejam maioria na População Economicamente Ativa (PEA), elas ainda são as que ocupam mais espaço no trabalho informal sem as garantias previdenciárias e que recebem os menores salários em relação aos homens nas mesmas ocupações.
Com maior participação no mercado de trabalho as mulheres também conquistaram autoconfiança para lutarem por melhores condições de vida em todos os âmbitos, assumir o papel de provedora do lar é uma realidade presente na sociedade brasileira e isso implica em diversos fatores, como o próprio controle sobre sua fertilidade, o poder de tomar decisões e a sua imagem perante a sociedade, a mulher que já não depende de um homem para ser “enxergada” como pessoa.
Entretanto, apesar desses pontos positivos que marcam a vida da mulher do século XXI, a violência de gênero ainda consta como um dos maiores fantasmas a serem vencidos, os índices não deixam de figurar nas páginas policiais, e as relações domésticas e familiares parecem não terem se ajustado à nova realidade desenhada. Muitos homens ainda usam da força física para coagir suas companheiras, mães e avós, os motivos são variados, mas ainda permanece no imaginário de muitos que a mulher “sexo frágil” deve se sujeitar ao masculino.
 
Os textos reforçaram a questão salarial já mencionada nas demais leituras, e aponta que apesar das mulheres possuírem mais anos de estudo que os homens, elas continuam a receber menores salários. Sendo que as mulheres que vivem no nordeste estão em pior situação em relação às mulheres das outras regiões brasileiras.
Descreve o desemprego e a informalidade, e aponta que ainda pesa sobre os ombros femininos os trabalhos tipicamente domésticos mesmo quando eles são realizados fora de seus próprios lares, essa seria a divisão sexual do trabalho. Geralmente as mulheres não se dispõem a trabalhos que as ausentem do lar por longos períodos, o mesmo não ocorre com os homens, exemplo disso são os trabalhos desenvolvidos em plataformas petrolíferas, onde os empregados geralmente permanecem 30 dias “embarcados”.
Dificilmente uma mulher consegue empregos em lugares que demandem muito de seu tempo, pois à ela é incumbido os cuidados com a família e o lar.
Chamou-nos a atenção ao tratar das políticas públicas que priorizem a ampliação de vagas em creches e as de jornada de trabalho mais flexíveis para as mulheres conseguirem cumprir sua dupla jornada de trabalho. E a leitura deixa claro que esse assunto ainda carece de avanços, pouco se tem feito a esse respeito, principalmente no que diz respeito ao grande número de trabalhadoras no mercado informal, e que não possuem garantias previdenciárias.
Quanto às mulheres que possuem vínculo empregatício formal, a legislação é restritiva, concedendo 120 dias de licença maternidade, 5 dias de licença paternidade e estabilidade para a gestante. E as demais etapas do desenvolvimento infantil? Isso não é contemplado.
Um dos textos trouxe o conceito de empoderamento das mulheres que significa uma maneira inovadora de lidar com as desigualdades de gênero nas esferas públicas e privadas e aponta entre outras questões, a baixa representatividade das mulheres na política. Em todos os poderes do Estado, as mulheres não encontram-se bem representadas, os cargos de maiores responsabilidades ainda são ocupados quase em sua totalidade por homens. Esse texto ainda discorre sobre a implantação de uma cota em partidos políticos a serem ocupadas por mulheres, visto que as mesmas não participam efetivamente desse modo de atuação pública embora os direitos de eleger e serem eleitas sejam equânimes. Na minha opinião, eu discordo dessas cotas, entra para a vida política quem se interessar participar dela.
Foi abordado também  a questão da violência de gênero e aponta que as mulheres apesar de atualmente encontrarem respaldo legal contra as agressões sofridas por seus maridos e companheiros ainda estão inibidas em fazerem valer seus direitos, pois em contrapartida, os executores das leis (delegados, juízes), assistentes sociais, médicos, ainda não conseguem atender satisfatoriamente as mulheres vitimadas.
Referências Bibliográficas:


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BAIRROS, L. Nossos feminismos revisitados. Revista Estudos Feministas, v. 3, n. 2: 458-463, Rio de Janeiro, IFC/UFRJ, 1995.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Serra prorroga inscrições para II Conferência de Políticas Públicas para as Mulheres





A Prefeitura da Serra prorrogou até o próximo sábado (20) as inscrições para a participação gratuita na II Conferência Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, que inicialmente se encerrariam nesta segunda-feira (15). As inscrições podem ser feitas por meio do e-mail: conferenciamulheres.serra@hotmail.com. Informações podem ser obtidas pelo telefone 3328 7500.
 
A Conferência acontece nos dia 26 e 27 de agosto no CRAS de Laranjeiras, atrás do Terminal Rodoviário, na Serra. O objetivo do evento é debater a realidade da mulher na sociedade, a gestão da transversalidade e ainda a proposição de plataformas de políticas para composição dos Planos Municipal e Estadual de Políticas para as Mulheres.

A Serra é o único município capixaba que conta com uma Secretaria voltada para temas ligados às mulheres. Na Secretaria de Políticas Públicas da Mulher da Prefeitura da Serra (SEPPOM) são oferecidos serviços como encaminhamentos a benefícios, mediação de conflitos, atendimento a mulheres em situação de violência, dentre outros. 

Fonte: http://www.serra.es.gov.br/portal_pms/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=24183&acao=proc&pIdPlc=&app= Acesso em 15 de agosto de 2011.